O que crianças e adolescentes de diferentes países
pensam sobre a vida em tempos de Covid-19?

O mundo mudou, muita coisa está acontecendo. Até quando isso tudo vai durar? Como crianças e adolescentes estão lidando com esse momento? O que fazer com tanto tempo dentro de casa? E os estudos, como ficam? Que tal dar uma volta ao mundo para saber como está a vida das pessoas, obter algumas informações importantes relacionadas à Covid-19 e ter ideias de atividades para fazer durante o período de isolamento?

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Giro pelo mundo

O isolamento social é um recurso eficaz contra a transmissão do vírus que causa a Covid-19. Isso significa que nos locais onde o isolamento está sendo bem feito, as ruas estão quase vazias, como se fossem cidades fantasmas. Agora dê uma olhada nos países citados no mapa, em tempo real, ou seja, agorinha mesmo, como se você estivesse lá, e veja como estão as ruas! Siga o passo a passo. Algumas cidades já passaram da fase de lockdown, ou seja, de isolamento total, então pode ser que o movimento esteja voltando às ruas.

  • 1.Acesse o site https://www.skylinewebcams.com/ e dê uma busca pelo nome de alguns países citados no mapa que você viu. você consegue observar se as pessoas estão realmente respeitando a determinação do isolamento?

    Campo de' Fiori, Roma, Itália, em 5 maio 2020

  • 2.Também na internet existe outro recurso para estudar os lugares mencionados no mapa e também muitos outros. Acesse o Google Street View para ver imagens reais dos lugares. Para isso, siga o passo a passo:

  • 2.1.Acesse ao site https://www.google.com.br/intl/pt-BR/earth/. Clique em abrir o Earth.

  • 2.2.No canto esquerdo da tela, clique na lupa e digite o nome do país que você quer conhecer, por exemplo, Argentina.

  • 2.3.Clique na imagem que aparece no canto direito e, depois, escolha um destino.

  • 2.4.Arraste o bonequinho para conhecer as ruas; com os sinais de mais e menos você consegue dar zoom e com o cursor é possível fazer um giro de 360 graus.

Depois disso, é só se divertir conhecendo de perto os países.

O pangolim

O pangolim, um bicho que se parece com um tatu, pode ter sido um dos hospedeiros intermediários do vírus, ou seja, que passou o vírus dos bichos para o ser humano. você já tinha ouvido falar nele? Quer conhecer melhor esse animal? Então pesquise na internet essas informações:

O superpoder do sabão

O vírus tem uma estrutura bastante simples, formada por material genético que ele usa para se multiplicar e que fica guardadinho dentro de uma cápsula de proteína e gordura.

Existem muitos tipos de vírus no mundo, mas nem todos nos fazem mal. Remédios nos ajudam a aliviar os sintomas que alguns desses vírus podem causar e vacinas são usadas para evitar que nos causem doenças. O vírus da Covid-19 é uma dessas cápsulas de proteína com uma gordura, e é por isso que o sabão, o sabonete e o detergente são eficazes para acabar com ele.

Esses produtos conseguem quebrar as camadas de gordura depositadas nas nossas mãos. Sabe quando você come um pastel e fica com a mão engordurada? Uma boa lavada de mão com sabão ou detergente tira toda a gordura, não? É isso! Vamos fazer uma experiência muito incrível que vai mostrar melhor a importância do sabão no combate ao vírus e suas gorduras!

  • 1.Pegue dois pratinhos fundos.

  • 2.No primeiro, coloque água e um pouquinho de pimenta do reino ou de orégano.

  • 2.No segundo, coloque água e um pouco de detergente.

  • 3.Mergulhe seu dedo no primeiro prato e, em seguida, no segundo prato.

O que aconteceu?

Percebeu o superpoder do sabão ou do detergente contra a gordura?

Onde estamos?

Vivemos em um mundo globalizado, ou seja, o que acontece em um local pode desencadear uma reação em outros lugares, até mesmo os bem distantes, em outros hemisférios, em outros continentes. Por isso, temos grande responsabilidade sobre o que fazemos. Vamos então fazer uma atividade que nos dá oportunidade de pensar no lugar que ocupamos no mundo?

  • 1.Pegue nove folhas de papel sulfite.

  • 2.Recorte círculos de tamanhos diferentes, do menor para o maior.

  • 3.No alto de cada círculo, escreva os seguintes títulos, seguindo a ordem do menor para o maior: EU, MINHA CASA, MINHA ESCOLA, MEU BAIRRO, MINHA CIDADE, MEU ESTADO, MEU PAÍS, MEU CONTINENTE, MEU PLANETA.

  • 4.Pinte cada círculo de papel como preferir. Desenhe ou cole em cada círculo figuras que representem você e o que você sabe ou imagina desses lugares.

  • 5.Una os círculos de papel na parte superior e faça um furinho neles. Prenda-os com um clipe ou uma argola, seguindo a ordem de tamanho: do maior, embaixo, para o menor, no topo.

Alô, Alô?!

Pandemia é um termo usado para falar de uma doença que tirou o passaporte e saiu viajando pelo mundo, ou seja, uma doença que se espalhou rapidamente por vários países. Além da Covid, já existiram outras pandemias ao longo da história do mundo, entre elas, a peste negra, a varíola, a cólera, a gripe espanhola, a gripe suína (H1N1). A H1N1 foi a primeira deste século.

Agora, converse um pouco com quem está aí com você na sua casa sobre essas questões abaixo. Ou, se estiver com saudades dos amigos, marque de se falarem por uma chamada pelo celular e veja quem consegue responder as perguntas abaixo primeiro. Ah, se precisar de informações históricas, ligue para pessoas mais velhas, como seus avós!

  • 1.Como ficamos sabendo dessas coisas, ou seja, como essas informações sobre as doenças chegam até nós? Com qual velocidade isso acontecia?

  • 2.Veja se alguém mais velho na sua casa (ou na casa do seu amigo) sabe quais recursos tecnológicos são utilizados hoje e eram usados antigamente na prevenção dessas doenças. Lembre-se, se ninguém na sua casa souber, ligue para os seus avós ou para os avós de seus amigos e pergunte!

    Eles irão adorar receber sua ligação.

Mapa mental

Que tal organizar os acontecimentos que você viveu nesses tempos de isolamento na forma de um mapa mental? É uma boa maneira de, quando tudo tiver passado, recordar esse período diferente quando você estiver mais velho. Um jeito de fazer isso é representando essas informações graficamente, como parte de uma linha do tempo.

  • 1.Pegue 5 folhas de papel sulfite.

  • 2.Emende-as uma ao lado da outra com uma fita adesiva.

  • 3.Use desenhos, adesivos divertidos e canetinhas coloridas para enfeitar e organizar sua trajetória.

Todo Mundo Mascarado!

O novo coronavírus, causador da Covid-19, é transmitido de uma pessoa a outra por meio de gotículas de saliva, espirro, tosse e contato com superfícies contaminadas pelo vírus.

Além da lavagem frequente das mãos com água e sabão e da higienização com álcool em gel 70%, o uso de máscaras se tornou muito importante para nos proteger do novo coronavírus. Ela funciona como uma barreira física contra as gotículas de saliva (tanto para se proteger das que vem na sua direção quanto para proteger as outras pessoas das suas).

Que tal aprender a fazer uma máscara de proteção sem costura? Para isso, siga os passos abaixo.

  • 1.Pegue um tecido retangular (pode ser um lenço ou aqueles tecidos de limpeza descartáveis).

  • 2.Dobre a parte superior e a inferior do tecido até o centro dele. Em seguida, dobre as duas pontas laterais do tecido em direção ao centro.

  • 3.Pelas aberturas das pontas laterais que foram dobradas, insira um elástico (de dinheiro ou de cabelo) de cada lado, até a marca de cada dobra.

  • 4.Ajuste a máscara de tecido sobre seu rosto, encaixando os elásticos nas orelhas, para prendê-la. Faça os ajustes necessários, puxando para dentro o tecido ou soltando-o mais.

Agora que você já sabe como produzir uma máscara, experimente fazer várias delas. Faça modelos diferentes para você e sua família.

Como está se sentindo hoje?!

Vamos desenhar autorretratos? Convide os familiares que estão aí com você em casa para se juntarem nesta atividade. Sigam as orientações:

  • 1.Concentrem-se e analisem como estão se sentindo no momento. Escolham uma das expressões faciais abaixo para representar vocês no autorretrato:

    Feliz
    Triste
    Bem-humorado(a)
    Entediado(a)
    Esperançoso(a)
    Cansado(a)
    Animado(a)
  • 2.Para criar o desenho, vocês podem usar os materiais disponíveis em casa: papéis para reciclagem, lápis de cor, canetinhas, giz de cera, tinta etc.

  • 3.Definidas as expressões faciais e separados os materiais, cada um começa a produção de seu autorretrato.

  • 4.Quando todos terminarem, promovam uma exposição dos autorretratos da família.

vocês podem repetir esta atividade sempre que estiverem sentindo emoções diferentes. Talvez você fique mais bonito com um sorriso do que com uma cara triste.

Caixa-casa

Nessa época de reclusão, os diversos modos de viver e de moradia são assunto muito frequente nos jornais, na televisão, na internet. você vive em uma casa ou apartamento? Que tal construir uma cidade com moradias térreas, sobrados e prédios, criando representações tridimensionais desses tipos de moradia? Para isso, você vai precisar de:

  • Materiais:

    embalagens de caixa de leite vazias;

    papel de diferentes cores;

    tesoura com ponta arredondada;

    cola branca;

    canetas hidrocor.

  • Passo a passo:

    1.É importante que as caixas sejam lavadas por dentro para que não fiquem resíduos de leite, pois isso poderá provocar mal cheiro.

    2.Primeiro, selecione o formato das moradias. Se for uma casa térrea, ela deverá ficar com um pouco menos da metade da caixa, de maneira que sobre apenas 1/3 dela. Se for um sobrado, deverá utilizar 2/3. Se for um prédio, você vai usar a caixa inteira. Veja as ilustrações.

    3.Em seguida, erga a parte superior da caixa para que fique com o formato do telhado da construção. Se for necessário, corte as “orelhas” da caixa.

    4.Também é possível dobrá-las para dentro, de modo que a caixa fique como no modelo.

    5.Escolha uma cor para pintar as moradias e use o papel colorido para encapar a parte da caixa que corresponderá à construção. Use outra cor para encapar o telhado. você pode usar outras cores de papel para fazer os detalhes da moradia, como as portas e as janelas.

    6.Use as canetas hidrocor para dar acabamento à sua maquete.

Júlia, 8 anos

Lisboa

Júlia, 8 anos

Lisboa

Olá, sou Júlia! Tenho 8 anos e moro em Lisboa, Portugal. Eu estou em casa, nós temos que ficar em casa porque temos que ficar de quarentena. Durante esse tempo, eu brinco muito com meu irmão, Pedro, que chamo de Pedrinho, e com a minha mamãe e meu papai. Também faço trabalhos manuais, para desse jeito poder brincar o dia todo, e assisto televisão.

Tenho aulas com minha professora de reforço, com apenas uma amiga por computador, mas dá para incluir mais pessoas se quisermos.

Esses dias, eu tive aula com minha professora da escola pela primeira vez durante esse período, junto com meus amigos. Cada um em sua casa. Eu gostaria muito de vê-los, mas, mesmo assim, é bom, porque eu consigo ver os meus amigos pela internet. Eu estou com muita saudade da escola. Se vocês também estiverem, eu recomendo algumas atividades que eu fazia antes na escola. Aqui em casa, com o coronavírus, eu invento muitas brincadeiras que já brinquei na escola. Às vezes, eu faço ginástica com meu pai e com minha mãe.

Quero avisar que não podemos sair de casa. Quer dizer, poder até podemos, só que não é bom ficar com muita gente. Se vocês quiserem sair, é só de vez em quando. E não podem chamar seus primos e primas, por exemplo. Vocês podem dar um passeio sozinhos e podem ir a muitos lugares como uma quinta [uma espécie de sítio], se estiver aberta. Outro dia mesmo, eu fui. Mas o melhor é ficar em casa e sair só de vez em quando, não muitas vezes.

Sinto falta de ir à rua, ao parque e ao shopping. Quando o coronavírus acabar, eu gostaria de ir à escola brincar com meus colegas, de quem tenho muitas saudades. Eu não quero que o coronavírus fique no verão, porque eu quero ir à piscina e à praia.

Tchau! Beijinhos!

Anabeljasmin,
11 anos

Frankfurt

Anabeljasmin, 11 anos

Frankfurt

Frankfurt é uma cidade da Alemanha. Eu moro aqui com a minha mãe, o meu pai e meu irmão, Henry, na nossa casa. Espero que essa pandemia vá embora logo. Eu tenho muito medo que meus avós morram porque eu sei que o vírus afeta mais os mais velhos. Eu também sinto muita falta da minha avó, Bel, que já faleceu.

Eu estou com muita saudade dos meus amigos, quero ver eles de novo! Mas todo dia eu falo com a minha amiga, Valentina, pelo WhatsApp. Quanto aos amigos da escola, já faz seis semanas que não vejo eles!

Durante esse período, eu recebo as tarefas da escola por e-mail. Então eu faço. Demora muito tempo, porque são tarefas difíceis, mas é assim mesmo. Depois que eu termino, eu mando novamente para os professores, para eles me acompanharem e avaliarem. Eu espero que a pandemia passe logo, para que volte tudo ao normal. E a primeira coisa que vou fazer será ir à piscina.

Tchau!

Diego, 12 anos

Mol

Diego, 12 anos

Mol

Olá, pessoal! Meu nome é Diego, eu tenho 12 anos e vivo na Bélgica. Eu moro com a minha mãe, meus irmãos, Rafael, Ariel e Daniel, e com meu pai, mas meu pai não está aqui porque está viajando a trabalho. Quando essa pandemia começou, ele estava trabalhando na Hungria e ficou preso por lá… Agora não sei quando vou vê-lo novamente.

Nesse período, eu estou estudando pelo computador, em videoaulas. No computador eu aprendo inglês. Eu não estudo o idioma desta região do país, chamado neerlandês ou flamengo.

Minhas aulas vão das 9h20 até 12h55. Quando elas terminam, eu tenho tempo para brincar. Eu costumo ir no quintal da minha casa, lá tem um trampolim onde faço umas acrobacias. Também fico dentro de casa jogando no computador e no videogame.

Sinto falta das brincadeiras com meu pai nos fins de semana e da sessão de cinema em casa aos domingos. Sinto falta até das broncas que às vezes eu levava com meu irmão por causa das nossas artes…

Ah, hum… Eu não tenho medo de nada em relação ao futuro. Eu sei que o coronavírus vai passar, então não temos que ter medo de nada.

E sobre as minhas esperanças em relação ao futuro, eu espero que encontrem logo um remédio para o coronavírus.

Então, é isso aí! Bom dia para vocês! Agora eu vou ali, fazer mais algumas acrobacias…

Seth, 7 anos

Cidade do Cabo

Seth, 7 anos

Cidade do Cabo

Eu moro com meus irmãos, Elijah e Aaron, e com minha mãe. Quase tudo está fechado aqui na África do Sul, e eu sinto muito a falta do meu pai, que vive em outra casa, e do meu amigo Lunati, com quem eu gosto de brincar.

Normalmente, eu vejo meu pai duas vezes por semana, mas com o isolamento já faz quatro semanas que não vejo ele. Tenho saudades dele. Também sinto falta de praticar ginástica olímpica nesta quarentena. Aqui em casa, durante esse período, eu jogo Playstation, durmo e leio histórias com minha mãe. Nós temos muitos livros de histórias. Também gosto de nadar na nossa piscina.

Durante essa pandemia do coronavírus, eu assisto às aulas da escola pelo YouTube e recebo as lições por e-mail, por enquanto.

Sinto falta de lugares divertidos onde a gente pode brincar. Aqui nós temos um parque de trampolins chamado 23 Jump Street. Sinto falta de lugares como esse… Ah, também sinto falta das lojas de brinquedos!

Eu espero que o coronavírus vá embora. Ele está matando muita gente. Eu moro na Cidade do Cabo, na África do Sul.

Tchau!

Milos, 12 anos

Barcelona

Milos, 12 anos

Barcelona

Olá, meu nome é Milos e tenho 12 anos. Vivo na Espanha, na cidade de Barcelona. Vivo com meus pais, na minha casa, e a convivência está muito boa, porque, claro, como todas as famílias, nos desentendemos algumas vezes, mas não é muito. Estamos confinados há aproximadamente um mês e meio.

Nós, crianças, não podemos fazer muitas coisas, porque não podemos sair para comprar nem podemos sair na rua, embora dentro de uns dias já poderemos sair na rua e jogar um pouquinho de futebol, mas não com amigos e amigas ou com pessoas que não sejam nossos pais ou pessoas que vivam conosco.

Eu acho que esta situação é um pouco exagerada para as crianças. Não poder sair me parece um pouco exagerado. Acho que deveríamos sair, no mínimo, para acompanhar nossos pais para ir fazer as compras, e coisas assim.

Na escola, os professores nos enviam mensagens por um aplicativo. Então temos que fazer lições e tudo o mais. Eu, pelo menos, aproveito toda a manhã, até uma hora da tarde ou duas, para fazer as tarefas. Embora os professores não nos ajudem muito, porque é complicado te ajudarem, você pode enviar algumas mensagens para falar com eles e perguntar algumas coisas, algumas perguntas.

Acho que eles estão fazendo muito bem, porque é complicado. E devemos fazer as atividades; as dúvidas, nós podemos resolver, mas é complicado… Mas acredito que eles fazem bem.

Uso meu tempo livre, que escolhi ser durante a tarde, para ler livros, jogar videogame, ver televisão, jogar jogos de mesa com meus pais. De vez em quando, eu cozinho, não muito, mas de vez em quando eu faço. Também toco piano.

Tenho um pouco de medo por minha bisavó, que tem 90 anos. Se ela pegar coronavírus, pode ser complicado. Mas ela está em uma região não muito contaminada de coronavírus, e ligamos pra ela toda semana, para ver um pouco como ela está.

Espero que neste verão possamos ir a acampamentos com amigos e tudo o mais. Também espero que possamos voltar à escola antes das férias de verão, pra ver meus amigos, porque estou no sexto ano e, se mudo de escola, será complicado voltar a vê-los.

Estou sentindo muita falta dos treinos de futebol. O piano, fazemos por videochamadas. Sinto falta da escola, de ver os amigos, e é isso.

Obrigado e tchau!

Olivia, 11 anos

São Francisco

Olivia, 11 anos

São Francisco

Oi! Meu nome é Olivia Almqvist. Eu tenho 11 anos e moro em São Francisco, Califórnia. Agora, durante a quarentena, o que estou fazendo pra passar o tempo é treinar futebol no quintal. E também ir à praia: eu, meu pai e meu irmão. Isso é divertido, nós brincamos um pouco na água, escalamos pedras e olhamos os peixinhos nas piscinas que se formam na areia; o que é divertido quando você fica preso o dia inteiro.

Outra coisa que faço é andar com minha amiga, Emma. É claro que ficamos a um metro e oitenta de distância, mas é bom ter companhia.

Agora a nossa casa está completamente abastecida, com máscaras, luvas, material de limpeza e comida extra, caso acabe. Temos que usar máscaras em todos os lugares. Meus pais não me deixam ir às lojas ou qualquer coisa. Nem às lojas de doces.

Todos os playgrounds estão fechados, quadras de tênis estão fechadas, campos de futebol estão fechados, algumas praias estão fechadas, estacionamentos estão fechados. É uma loucura lá fora!

Do que eu provavelmente sinto mais falta durante a quarentena é de fazer atividades com meus amigos, como ir sempre a um parque de trampolins, chamado House of Air, ou fazer escalada num lugar chamado Planet Granite. Eu ficarei feliz quando fizermos isso de novo!

Além de tudo isso, o meu aniversário está chegando, e eu não tenho ideia do que vamos fazer, porque estamos presos aqui dentro.

Mateus, 10 anos

Manaus

Mateus, 10 anos

Manaus

Oi, meu nome é Mateus. Eu tenho 10 anos, nasci e moro na cidade de Manaus.

O coronavírus tá muito sério por aqui. Várias pessoas estão sendo infectadas e poucas estão sendo curadas. Infelizmente, tá muito difícil para as pessoas. Tá cheio de notícias sobre o coronavírus, o que é bom porque a gente fica alerta. Quero que as pessoas lavem as mãos e fiquem em casa pra se prevenir.

Nesta quarentena, estou estudando em casa. A professora manda as atividades e eu também estudo com as aulas on-line. Às vezes, a professora manda as lições e, às vezes, é só aula on-line. Hoje mesmo eu tive uma aula.

Até que estou gostando desse jeito novo de estudar. Quando acabo de estudar, eu geralmente vou jogar videogame ou ver um filme para me divertir. Às vezes, eu vou brincar com meu cachorro, mas, na maioria das vezes, vejo filmes e jogo videogame com meus amigos de escola.

Eu sinto bastante saudade deles, de chegar na escola e falar alguma novidade que aconteceu num jogo ou coisa assim, porque isso era realmente muito legal.

Eu sinto muita falta, não de acordar cedo, mas de chegar na escola, dar bom dia pra professora, ficar na mesa… É muito sem graça ficar com uma pessoa só, que você não está pessoalmente com ela.

Acho que agora, como não tem muita gente lá fora trabalhando nas fábricas, eu acho que o mundo tá muito mais limpo do que antes. Não tem mais gente jogando lixo na rua, não tem mais fábrica pra poluir, os carros e ônibus não estão sendo muito usados e, principalmente, não tem tanto ônibus circulando com aquela fumaça toda.

Acho que, quando a gente voltar ao normal, o mundo vai estar menos poluído e também acho que a gente pode acabar se acostumando com esse negócio de aula on-line. A gente pode acabar criando dispositivos de aula on-line, pode criar benefícios. Tem coisas que a gente não pode fazer na aula on-line, que só dá pra fazer na sala de aula, pessoalmente, mas a gente pode criar benefícios.

Alana, 6 anos

Perth

Alana, 6 anos

Perth

Oi! Meu nome é Alana, eu tenho 6 anos e moro na Austrália. Nessa pandemia eu sinto falta da escola e tenho saudade dos meus amigos, da minha avó e do meu avô. Eles moram aqui pertinho, mas nós não podemos encontrar eles. Fomos lá na Páscoa para deixar os ovos deles.

Já estamos em isolamento há muito tempo [sua mãe disse: “um mês e uma semana”]. Agora, eu estou me acostumando a ficar em casa com minha mãe e meu pai e a minha irmã, Olívia. Ela tem 3 anos.

Eu amo pintar! Adoro fazer coisas criativas, como um quadro em que pintei um elefante. Eu gosto do elefante que fiz com esses detalhes no fundo como cenário… a grama. Eu fiz uma grama porque o elefante vive na grama, e também tem um redemoinho rosa e laranja. Eu pintei de um jeito um pouco diferente, fiz o sol e tudo o mais. Eu também amo meu ursinho panda e adoro ler livros e praticar esportes. E amo consertar coisas.

Eu acho que tudo vai voltar ao normal quando o coronavírus for embora. Eu vou para a escola, para o parque, vou voltar a andar de bicicleta e passar tempo com minha família nas férias.

Tchau, pessoal! Isso é tudo o que eu tenho para dizer para vocês!

Henry, 12 anos

Kent

Henry, 12 anos

Kent

Meu nome é Henry, eu tenho 12 nos, quase 13. Eu moro em Kent, que fica na Inglaterra. Aqui nós estamos em distanciamento social por causa do coronavírus. Eu continuo tendo aulas, mas pelo computador.

As aulas vão das 8h30 às 16h, todos os dias. Eu também tenho lição de casa para fazer. Meus pais são donos de um hotel, onde moramos, mas ele precisou ser fechado durante essa pandemia, e isso significa que nós temos todo o espaço só para nós. Meus pais cuidam para que o prédio e os jardins estejam bem cuidados, para quando tudo voltar ao normal. Eu jogo badminton [um esporte semelhante ao tênis] e dardos com meu pai.

Ainda posso brincar com meus amigos: a gente manda mensagens uns para os outros e jogamos videogame. Então eu não me sinto tão isolado.

Durante a pandemia, eu penso muito na minha bisavó. O nome dela é Ivy, ela tem 103 anos e sobreviveu a duas guerras mundiais e à gripe espanhola, de 1918. Na época, ela tinha apenas 2 anos. Nós todos esperamos que ela sobreviva a esta pandemia também.

Já eu, espero que a vida volte ao normal e que tudo volte a ser como era antes.

Eu me chamo Nicole, tenho 7 anos. Eu moro na França com os meus pais. Eles são divorciados, então eu fico uma semana com meu pai e outra semana com minha mãe.

O que mudou com a Covid-19? Mudou que eu não vou mais à escola, não vejo mais meu pai como antes, não vou mais ao restaurante, não vou mais visitar o mundo, não posso mais andar na rua… A Covid-19 é complicada para a gente.

A professora envia a lição e a minha mãe me ensina. É difícil, mas algumas coisas eu não sei e então eu aprendo! Aprender com a mamãe é mais fácil do que na escola, porque, quando vou para a escola, tenho que estudar aqui em casa antes de ir. Agora é só aqui!

Mas a escola é legal, eu quero que ela volte. Sinto muita, muita falta de ver minha professora, meus amigos, de ir para a escola, de passear e dormir na casa das minhas amigas e fazer festa do pijama, fazer guerra de travesseiros, de poder fazer tudo o que queremos!

Eu desejo a todos e àqueles que pegaram a Covid-19 que tenham remédios para se curar, e eu espero que tudo fique bem!

Um beijo grande a todos e até logo!

Eu me chamo Malo e tenho 10 anos. Sou francês e moro a 15 quilômetros ao sul de Paris com meus pais, em uma pequena casa.

Durante a quarentena, eu me sinto ao mesmo tempo alegre e preocupado. Alegre, porque estou aprendendo uma nova maneira de viver. Por exemplo, eu estudo em casa, cozinho com a minha mãe e faço muito mais trabalhos manuais com meu pai.

Por exemplo, eu fiz uma cabana de pirata no jardim e faço bolos com minha mãe. Estou preocupado por causa dos meus amigos, da minha família e, principalmente, dos meus avós, que têm entre 73 e 83 anos. Eles moram aqui perto, mas eu não posso vê-los.

Espero que os pesquisadores encontrem uma vacina ou um tratamento para os afetados pela Covid-19 e que todo mundo respeite a quarentena, para que não haja mais casos e a gente possa sair de casa.

Também espero que as pessoas respeitem mais a natureza e parem de comer besteiras. Desejo boa sorte a todos, aos pesquisadores, aos que trabalham no mundo inteiro para preservar a vida que há na Terra.

Adeus!

Oi, gente! Eu sou o Paulo Henrique, eu tenho 6 anos e moro em São Bernardo do Campo. Hoje eu vou falar o que eu faço na quarentena. Nesses dias eu tenho que acordar cedo para fazer a lição, então eu faço depois do café.

Eu estou sentindo muita saudade lá da minha escola, da minha “pro” e de todo mundo que mora neste país muito lindo!

Minha escola mandou o material para estudarmos, e a minha mãe me ajuda com as lições. Não vejo a hora disso acabar, também para eu abraçar os meus amigos lá da escola. Eles são muito legais, a gente pode brincar com eles, a gente se diverte lá também.

Também sinto muita falta dos meus avós, eles não moram aqui e agora eu não posso encontrar com eles. Eu tenho medo deles pegarem o coronavírus porque é perigoso eles ficarem doentes. Mas quando acabar, eu vou poder encontrar e dar um abraço neles! Como tem esse negócio de vírus, a gente não pode…

E a gente tem que inventar umas coisas para fazer aqui em casa, né?! Aí a gente estuda, né, que é a única coisa que a gente tem. Aí depois eu mexo no celular e jogo meu videogame.

E é só isso mesmo que acontece.

Tchau!

Olá, pessoal! Eu vou contar para vocês um pouco da mudança que aconteceu na minha vida por causa da Covid-19.

Eu estou sentindo bastante falta dos meus familiares, dos meus amigos, de ir na escola, de jogar futebol, de correr e brincar de pega-pega e pique-bandeira. Os meus medos é que alguém da minha família e alguém dos meus amigos pegue a Covid-19.

É, as principais mudanças neste momento é que eu não estou saindo de casa e eu não estou mais indo para a escola já faz mais de um mês. Eu estou comendo mais, estou ficando gordinho, porque eu estou sem correr.

Agora eu estou estudando no computador e estou aprendendo coisas novas no computador, e também estou aprendendo a arrumar meu quarto e minha cama. Eu estou brincando mais com meu irmão, Leonardo. Ele tem 6 anos. Também estou jogando mais videogame com meu irmão e aí eu tenho mais tempo livre para ler. Estou lendo o Harry Potter. Eu estou jogando muitos jogos com minha família, com meu pai, minha mãe, meu irmão. Nós jogamos xadrez, War, Banco Imobiliário, esses jogos.

Eu espero que acabe a Covid-19, para ter a minha vida normal.

Um beijo e tchau!

Bautista, 9 anos

Mendoza

Bautista, 9 anos

Mendoza

Olá, eu me chamo Bautista. Tenho 9 anos e moro na cidade de Mendoza, na Argentina. Eu moro numa casa com muitas pessoas, minha avó, minha mãe, meus dois tios e meu irmão. Todos nós ficamos isolados aqui em casa, menos minha mãe, que precisa trabalhar no comércio. Mas, quando ela volta, ela tira todas as roupas, lava e toma banho.

Estou passando bem a quarentena, tenho muitos jogos aqui em casa e a minha família é engraçada. Nós já estamos isolados há quarenta dias, e do que eu mais sinto falta é do futebol.

Durante esse período, eu jogo cartas, pulo corda, jogo futebol e vejo televisão. Também faço a lição de casa com a minha mãe. Precisamos ter muita paciência, porque é muita lição que os professores estão pedindo. Eles mandam tudo por WhatsApp e email.

Tenho muita saudade do meu avô, dos meus tios, dos meus amigos e da minha escola. Eu espero poder sair logo na rua, voltar a jogar futebol no clube e voltar para a escola.

Gaia, 12 anos

Trento

Gaia, 12 anos

Trento

Olá! Eu sou Gaia, tenho 12 anos, sou italiana e moro no norte da Itália, na cidade de Trento. Por aqui, nós começamos a quarentena em 8 de março. Então já faz mais ou menos um mês e meio que estamos em quarentena.

No início, eu levei menos a sério. Via tudo isso mais como um período para relaxar, era uma novidade. Eu gostava de não ter que acordar cedo, podia me dedicar um pouco mais a mim mesma, e a minha escola ainda não havia se organizado com as aulas a distância.

Agora que já faz um mês e meio que estamos isolados, eu estou começando a ficar aborrecida. Os dias são sempre iguais, e as videoaulas são um pouco entediantes.

O meu dia a dia típico é estudar de manhã, continuar fazendo um pouco de lição à tarde, mas, principalmente, relaxar, às vezes fazer alguma atividade física, e ligar para as minhas amigas.

Eu não vejo a hora deste período acabar, porque sinto muita falta da normalidade, de voltar a fazer ginástica artística, me movimentar e, principalmente, rever meus amigos.

Tchau a todos!

Do que um vírus é feito?

O vírus é tão pequeno, que só conseguimos enxergá-lo com a ajuda de um microscópio. Ao olhar pelas lentes do microscópio, o que vemos é uma espécie de cápsula com umas "minhoquinhas" bem animadas lá dentro. Essa cápsula é feita de proteínas e de uma gordurinha chamada lipídio, mas não aquela proteína e gordura que têm no filé de frango à milanesa do almoço, e sim uma versão mais simplificada desse filé. Essas proteínas são feitas de aminoácidos. Se você perguntar para o professor de Ciências o que são os aminoácidos na próxima aula on-line, vai ganhar um ponto extra! Para sobreviver, os vírus precisam invadir células de outros seres vivos e, dentro delas, multiplicar todo aquele minhocário, ops, todo o material genético. Por isso eles são obcecados por um único objetivo na vida: invadir organismos e se multiplicar (e isso significa nos contaminar!). Sabe-se que em todo o planeta existem cerca de 3.600 espécies de vírus, e esse tal de “coronavírus” é um deles. Ele é chamado assim porque, quando visto ao microscópio, dá para ver um monte de coroas nele. Mas não vamos deixar esse tirano reinar!

De onde ele vem, o que come e como se reproduz?

O vírus que fez o mundo todo ficar dentro de casa de pijama e sem pôr a pantufa na rua foi registrado pela primeira vez na China, em dezembro de 2019. Os primeiros relatos falavam que ele provocava uma pneumonia forte, ou seja, uma doença nos pulmões. No dia 11 de março de 2020, essa doença foi considerada como uma pandemia, que é uma epidemia que tirou o passaporte e saiu viajando pelo mundo todo. Ainda falta descobrir muita coisa sobre esse vírus. Mas como os primeiros casos aconteceram na China, nos arredores de um mercado de frutos do mar, os cientistas suspeitam que ele tenha uma origem animal. O pangolim, um bicho que lembra o tatu, pode ter sido o hospedeiro intermediário do vírus antes de ele chegar até as pessoas. Provavelmente, quando as pessoas entraram em contato com esses animais contaminados, elas também passaram a ser afetadas. Apesar de o comércio de pangolins não ser permitido, porque é uma espécie ameaçada de extinção, lá na China as pessoas fazem comidas com a carne desse animal.

Pulando de galho em galho

Uma pessoa contaminada passa o vírus para outra por meio de um simples beijinho no rosto ou ainda com aquela cutucada no nariz. Eca! As gotículas de saliva podem sair ao falar, espirrar ou tossir e acabar contaminando outras pessoas ou objetos, como telefones celulares, mesas, maçanetas, brinquedos etc. Não há evidências de que os animais domésticos possam transmitir o vírus a seres humanos ou desenvolver a doença. Se você tem um cachorrinho, um gatinho ou outro bicho de estimação, pode ficar tranquilo, mas lembre-se de limpar os pelos e as patas dos seus bichinhos depois de eles voltarem da rua (se é que vão sair na rua…).

Como fugir desse vilão?

Você já pensou em sair na rua vestido de astronauta ou de mergulhador? Se não pensa em sair assim, a primeira dica para se prevenir do coronavírus é usar máscara quando estiver fora de casa. Além disso, é importante lavar sempre as mãos com água e sabão, sem esquecer de nenhum cantinho! Se estiver em um lugar onde não dá para lavar as mãos de jeito nenhum, passe álcool em gel 70% nelas! E, quando der aquela coceirinha no nariz e vontade de espirrar e tossir, atenção: cubra a boca e o nariz com um lenço ou com o antebraço (e lave assim que puder!). Outra dica é higienizar telefones celulares e brinquedos. Nada de preguiça!

Caça ao tesouro

Por ora, ainda não encontraram uma maneira de evitar a propagação do coronavírus pelo mundo, além do distanciamento social. Mas países como a Alemanha e a Grã-Bretanha já anunciaram que tiveram bons resultados em testes com novas vacinas, e os cientistas estimam que levará cerca de um ano, talvez até 2021, para que uma vacina eficiente comece a ser usada. Algumas alternativas médicas estão sendo testadas em casos de pessoas que desenvolvem uma versão mais grave da doença causada pelo novo coronavírus. Entre essas alternativas, os médicos estão testando a transfusão de uma parte do sangue de pessoas que já tiveram a doença, se curaram e desenvolveram os anticorpos contra o vírus para as pessoas que estão muito doentes. Como os anticorpos são como soldadinhos microscópicos que protegem nosso corpo das invasões inimigas, eles devem salvar essas pessoas.

Adapte-se!

Você já deve ter ouvido a frase “Em Roma, faça como os romanos”. Aqui vai uma variação: “Em uma pandemia, faça como os pandas”. Mas calma lá, não vá sair por aí comendo bambu como esses ursos. Tem muita coisa legal que os pandas fazem que você também pode fazer! Eles dedicam muitas horas do dia ao sono, andam devagar e fazem tudo com calma, encontrando sempre um tempinho para contemplar a paisagem. Este período de pandemia, em que as escolas, o comércio, as academias e os restaurantes estão fechados, é uma oportunidade única para você ficar em casa e experimentar um jeito mais tranquilo de levar a vida. Além de dormir bem, ajude seus pais a arrumar a casa, a preparar as refeições e gaste um tempinho conversando com eles. Aproveite para aprender coisas novas, como tocar um instrumento musical. Você também pode fazer aulas de idiomas pela internet.

Lives e #ficaemcasa

Nunca antes na história do mundo usamos tanto a internet! O roteador virou um dos aparelhos eletrônicos essenciais em casa nessa pandemia, ao lado da batedeira e do videogame. Brincadeira! Já pensou como seria este isolamento se não fosse a internet? Seria legal também, mas a saudade dos familiares, dos amigos e daquele lanche e sobremesa favoritos ficaria ainda maior. Fora isso, ficaríamos desatualizados dos seriados e das novidades da turma. O acesso à internet encurtou distâncias e permitiu que a gente pedisse comida em casa, ficasse em contato com as pessoas de que gostamos e com tudo aquilo que curtimos, como os nossos artistas preferidos, que cancelaram shows no mundo todo e adaptaram a parafernália do palco para o sofá de casa. As lives estão fazendo sucesso! Você já assistiu a uma live de show, curso de desenho ou contação de histórias? Não?! E o que está esperando então?!

Solidariedade

Um dos valores que ganhou destaque durante o isolamento por conta do coronavírus foi a solidariedade. Jovens levando comida para os vizinhos idosos que moram sozinhos, pessoas doando comida e produtos de higiene pessoal a comunidades carentes, vizinhos compartilhando wi-fi, jovens postando vídeos tutoriais ensinando a fazer máscaras caseiras, serenatas de vizinhos nas varandas dos prédios. Com certeza, sairemos mudados deste período de isolamento. E uma das lições que podemos levar é a de que a solidariedade nos ajudou a superá-lo. Hoje você ajuda alguém, mas amanhã você pode precisar de ajuda. Pense nisso!

Aulas em casa

Você nunca mais vai ver a sua escola com os mesmos olhos depois desta fase de isolamento. Pode ter sido difícil estabelecer uma rotina para fazer as lições em casa, com os pais de olho, além de ter que prestar atenção nas aulas todos os dias, enquanto o corpo está relaxado e o cérebro não entende direito por que você está sentado na cozinha, comendo bolo e olhando para a professora, sentada na sala da casa dela, passando novas regras de Matemática pelo computador! Você sabia que existem países que já praticavam o homeschooling (educação domiciliar) antes mesmo de existir essa história de quarentena? A Finlândia é um deles. O ensino em casa pode ser útil para pessoas que moram em lugares distantes de escolas ou em países que passam por severas tempestades de neve, por exemplo.

Exercite-se!

Você já deve ter percebido que ficar em casa o dia todo dá uma preguiiiiiiiiiiça… Muitas vezes bate aquela vontade de ficar de pijama no sofá. Mas isso não é bom! Você já parou para pensar em como os jogadores de futebol, de vôlei e de basquete, os atletas olímpicos e todo aquele povo que frequenta academia deve estar sentindo falta de se exercitar? Sim, praticar exercícios faz muito bem e quem já tinha esse costume certamente arrumou um jeitinho de continuar sacolejando e esticando o corpo. Se essa não era muito a sua praia, procure por vídeos de alongamento, ioga e exercícios funcionais na internet e tente começar agora a se exercitar. Ajudar os pais a fazerem faxina também é uma opção para se movimentar!